16 de mai. de 2009

EU ASSISTI AO QUEEN + PAUL RODGERS

Essa não é uma postagem qualquer. É um manifesto de uma das maiores experiências da minha vida, por isso é pouco objetiva e narrativa e mais confessional! Ela fala de algo que aconteceu no ano passado, mas que vai ficar gravada em minha memória até o fim da minha vida (ou até que eu tenha alguma doença que degenere a memória).

Inexistem palavras para dizer o que foi aquilo que aconteceu no Via Funchal nos dias 26 e 27 de novembro. Simplesmente foi mágico poder assistir à minha banda favorita de todos os tempos tocar alguns dos maiores clássicos da história do rock. Está certo, não é a formação clássica do Queen, pois estavam presentes "apenas" Brian May e Roger Taylor para levarem o nome da banda à frente. O eterno vocalista do Queen, Mr. Freddie Mercury, padeceu vítima da AIDS em 1991 e o meu baixista favorito, John Deacon, que inclusive me inspirou a aprender a tocar baixo, está aposentado da música. Como eu comecei a gostar do Queen justamente após a banda ter encerrado suas atividades pela morte de Freddie, estava conformado que jamais teria a chance de vê-los em ação. Por sorte houve interesse de May e Taylor em reviver aqueles momentos e para isso convidaram Paul Rodgers, nada menos que o ex-vocalista do Free e do Bad Company e uma das grandes vozes da história do rock. Minha reação ao saber que eles tocariam em São Paulo foi indescritível... só sei que me levou a pegar uma fila de seis horas para comprar os ingressos. Pelo sim, pelo não, comprei para os dois dias, já que eu queria aproveitar ao máximo essa oportunidade.

O show em si foi espetacular. Brian e Taylor em grande forma em seus instrumentos, enquanto Rodgers fazia excelente trabalho com os vocais. Vários clássicos estavam lá: Hammer To Fall, Another One Bites The Dust, I Want It All, We Will Rock You, We Are The Champions, '39, entre várias outras. Melhores momentos? Não sei dizer, porque todos foram especiais. Talvez Brian May emocionado ao ouvir o povo cantando Love Of My Life. Paul Rodgers cantando a clássica Seagull, do Bad Company, ao violão. Todo mundo cantando '39 junto com a banda. Roger Taylor batucando algumas intros do Queen no baixo de Danny Miranda. Say It's Not True, cantada pelos três. Ou a justa homenagem a Freddie no telão enquanto Brian tocava Bijou. Pode ser também as pessoas chorando emocionadas durante o dueto entre Paul Rodgers e Freddie Mercury em Bohemian Rhapsody. Não sei... só posso dizer que foi um dos momentos mais marcantes desta minha insignificante vida.

Ao final, só posso dizer obrigado a Brian May, Roger Taylor e Paul Rodgers, que proporcionaram essa magnífica experiência! Longa vida ao Queen, a maior banda de todos os tempos!
GOD SAVE THE QUEEN

12 de abr. de 2009

Iron Maiden - A odisséia


Agora vou relatar o esforço épico que foi empreendido para assistir ao show do Iron Maiden na turnê Somewhere Back In Time Tour aqui em São Paulo. Acredito que a aventura não deixa a dever em nada para empreitadas heróicas e lendárias como descritas em livros como Ilíada, A Odisséia e mesmo as Lusíadas.


Prólogo - A chuva

Não obstante inventarem um show num lugar muito, mas muito longe de tudo o que conhecemos como civilização aqui em São Paulo - o autódromo de Interlagos -, ainda tiveram a idéia brilhante de organizá-lo em um domingo, sendo que no dia seguinte a maior parte do povo teria que estar cedo no trabalho para pegar no batente. Ponto negativo para a organização.

Bem, eu estava me preparando para sair por volta de 16 horas da tarde (o show estava marcado para começar às 20 horas), pois achei que daria tempo de pegar o trem e ainda assistir à atração que faria a abertura, o Shadowside. Para minha (in) felicidade, começou a cair uma chuva monstruosa sobre a cidade. Naturalmente que eu não ia sair na chuva, portanto tive que esperá-la passar ou, ao menos, diminuir. Ainda bem que não choveu por muito tempo. Porém, o temporal obrigou-me a rever meu equipamento, e levei uma mochila com guarda-chuva, capa de chuva e outras coisinhas básicas.

Parte 01 - A ida

Para quem mora na Zona Leste de São Paulo, chegar ao Autódromo de Interlagos, no extremo sul da cidade, é um verdadeiro parto. É necessário valer-se de todos os meios de transporte públicos disponíveis.

O primeiro passo era chegar ao metrô, e para isso era necessário tomar um ônibus. Essa foi a parte mais fácil da epopéia. Aqui perto de casa passam vários ônibus rumo às estações Belém, Tatuapé ou Carrão. Era só pegar o primeiro que passasse no ponto. Batata! Minha chegada ao ponto coincidiu com a do ônibus. Não tive nenhum problema nesse sentido. Após uns 20 minutos, aproximadamente, lá estava eu na Estação Tatuapé.

Estando no Tatuapé, a próxima etapa era relativamente tranqüila também. Bastava pegar o metrô até o final da linha Vermelha, que liga a Zona Leste a algum pedaço da Zona Oeste de São Paulo. A melhor parte é que não precisaria fazer baldeações nem coisas do gênero. Uma reta só! Logo, meu único trabalho foi me sentar e aguardar chegar ao destino final. Na Barra Funda, como ninguém é de ferro, aproveitei pra comer alguma coisinha.

Agora começava o desafio. Pegar o temido trem, que tanto espreme os paulistanos e habitantes dos arredores durante a semana. Nesse caso eu não teria como escapar da baldeação. Aí as coisas começaram a não ir tão bem. Eu estava descendo as escadas para pegar o trem que ia rumo a Itapevi e tive tempo de ver o trem partindo... ah, se eu tivesse deixado pra comer depois. Aproximadamente uns 15 minutos depois (o site da Companhia de Trens Metropolitanos diz que a espera em fim de semana nesse horário não passa de 10 minutos), chegou o trem seguinte. O bom de ser um fim-de-semana é que o trem seria menos lotado. Mas, por todos os céus, como é lerdo! Acho que se eu fosse de bicicleta paralelo à linha do trem teria chegado bem mais rápido.

Enfim, descendo na estação Presidente Altino da linha Diamante da CPTM - as linhas de trem aqui em São Paulo tem todas nomes de pedras preciosas, embora eu não saiba exatamente o porquê -, posicionei-me na outra plataforma para pegar a linha Esmeralda. Apesar de ser uma linha com mais carros modernos, eu não gosto dela porque o interior dos vagões é muito frio. Qual é a necessidade de colocar o ar-condicionado no módulo polar? E lá fui eu junto com o trem. O legal dessa linha é que boa parte dela desse praticamente paralela à Marginal Pinheiros. A parte ruim (muito ruim, por sinal) é que são nada menos que 14 estações até o Autódromo de Interlagos, naquela velocidade de trem de ferrorama.

A cada estação que passava, entravam mais e mais pessoas com camisetas do Iron Maiden. O bacana é que havia pessoas de todas as idades. Tinha gente com algumas camisetas desbotadas dos primeiros anos do Iron Maiden, ao passo que também via-se crianças vestindo as mais recentes, que promoviam justamente a Somewhere Back In Time Tour. Quem disse que o heavy metal não pode ser um programa de família?

Afinal, após 14 estações, desci na estação Autódromo da CPTM. Agora, o problema seria chegar no Autódromo propriamente dito, já que o mesmo, por algum motivo desconhecido, não é exatamente tão perto assim da estação à qual dá o nome.

Parte 2 - O local

Após dar umas voltas meio perdido e peguntar aqui e acolá sobre a localização, cheguei com relativa facilidade ao Autódromo de Interlagos. Eu subi uma rua que eu nem imagino como se chama que saiu de frente para o dito-cujo. Aliás, desde lá do começo da rua dava para ver as várias luzinhas vermelhas das viaturas policia is que certamente estavam providenciando a segurança da grande multidão ali presente.

Quando eu cheguei mais perto, descobri que a multidão era maior do que eu imaginava. A fila ao redor do autódromo se estendia para muito além do alcance dos meus olhos, tanto ao lado direito quanto para lado esquerdo. Como não havia lugar para pedir informações, escolhi aleatoriamente o lado direito e comecei a buscar o final da fila. Daí, andei, andei, contornei um quarteirão, dois quarteirões, e nada de ver o final da fila. Acho que andei uns 10 minutos e o fim da fila parecia simplesmente não existir.

Porém, nesse momento lembrei que estava com um ingresso para a pista premium na mão e raciocinei do seguinte modo: "Bem, talvez exista alguma entrada exclusiva para que tem esse ingresso". E lá fui eu na direção contrária, em direção à entrada do autódromo. Se eu estivesse errado e fosse uma fila única estaria ferrado, já que teria que voltar novamente e procurar o lendário final da fila. Acho que andei uns vinte minutos até encontrar a entrada do autódromo. Daí eu entendi o motivo de haver uma fila tão grande. A organização, do evento do alto de. uma competência absurda, disponibilizou apenas UM portão de entrada para um público estimado em pelo menos 60 mil pessoas. Para minha sorte, havia uma entrada reservada para a pista VIP. Ufa!

Ok! Atravessei o famigerado portão de acesso, depois passei pela rotineira verificação por parte dos seguranças do local e comecei a descer pela pista do autódromo. E andei bastante até um ponto em que o asfalto bifurcava em duas passagens, uma para a pista normal e outra em direção à pista premium, para a qual me dirigi. Depois, andando mais ainda, pelo menos uns cinco minutos. Haviam pessoas que, à revelia dos seguranças, encostavam nas limitações do caminho para fazer suas necessidades fisiológicas. Os seguranças gritavam "Ei! Tem banheiro lá na frente!", mas ninguém dava atenção.

Ao final, cheguei na famosa pista premium. Quando achei que finalmente os problemas haviam ficado para trás, percebi que estava em um pântano. O local destinado ao público era o terrão do autódromo, e com a chuva que eu mencionei no início da narrativa transformou-se em um lamaçal gigantesco. Eu arranjei um lugar e tentei permanecer parado o máximo possível. Eu não conseguia nem pular de tanto que meus pés estavam afundados na lama. Quando eu achei que não poderia me sujar mais, o pessoal passava de lá para cá pisando no meu pé. Afinal, por que as pessoas não conseguem ficar num lugar fixo em um show?

Parte 3 - A espera

A primeira coisa que eu descobri é que a espera seria mais longa do que imaginava. Primeiro, não haveria show do Shadowside. Com a chuva, todos os preparativos para o Maiden foram atrasados, de forma que não haveria tempo hábil para que houvesse uma atração de abertura. Só porque eu estava entusiasmado para assistir ao Shadowside.

Segundo, o show do próprio Iron Maiden iria atrasar. Não obstante todos os preparativos ainda estivessem sendo efetuados, o empresário da banda, Rod Smallwood, declarou que os integrantes decidiram retardar em pelo menos uma hora o início do show para que as (muitas) pessoas que aguardavam do lado de fora pudessem entrar. Pessoalmente nada contra, achei até muito bacana da parte deles. Seria injusto começar o show havendo tantos fãs que pagaram ingressos bem caros do lado de fora. Ponto para a banda.

63 mil pessoas segundo a (des) organização do evento
(Fonte: Whiplash)

Para compensar a espera haviam selecionado bastante músicas divertidas para tocarem nos PAs: "Highway Star", do Deep Purple, "Ace Of Spades", do Mötorhead, e "Another Thing Comin'", do Judas Priest. O interessante foi ver todo mundo aclamando a música "Doctor, Doctor" do UFO. A maioria achou que seria a entrada do Maiden no palco. Como começaram a gritar mesmo, o jeito foi continuar. É gratificante saber que ainda tem fãs de metal que sabem que o UFO existe.

Parte 4 - Scream For Me, São Paulo!

Às 21 horas em ponto (ou próximo disso), as luzes se apagam para que fosse projetado no telão as imagens de um documentário sobre a banda. Os telões tinham alguns riscos estranhos em determinadas partes, já que aparentemente foram um pouco danificados pela chuva. A seguir, a imagem foi trocada pelo discurso de Churchill proferido na Segunda Guerra Mundial. Pronto! Estava tudo preparado para a entrada da banda.

Bruce Dickinson comandando a festa
(Fonte: UOL)


E o Iron Maiden aportou com tudo no palco mandando ver com "Aces High". Bombástica, como sempre. O nanico Bruce Dickinson, com um gorrinho que o fazia parecer um duende, correndo para todos os lados como um retardado, teve a experiência de ver seus vocais serem encobertos pela cantoria do público presente. A sucessão de clássicos seguiu com "Wrathchild" e "2 Minutes To Midnight"

Todo o espetáculo ao vivo de um show do Maiden
(Fonte: Whiplash)

Finalmente Bruce Dickinson começou a falar com a platéia. Perguntou o motivo da "fucking rain" ter caído em São Paulo justamente no verão, pediu desculpas pelo atraso do show e agradeceu a presença de um público que, segundo o vocalista, seria o maior da história do Iron Maiden (sem considerar festivais, claro). Ele também saudou o pessoal que tinha se acomodado em um morrinho à esquerda do palco (direita da banda).

Um show de luzes e fogos
(Fonte: Sei lá)

Após o falatório, "Children Of The Damned" foi apresentada ao público como uma música não tocada há muito tempo. Adrian Smith mostrou do que é feito um bom guitarrista e detonou ao lado de Bruce Dickinson. De tempos em tempos, no meio das músicas, Bruce entoava sua clássica frase "Scream For Me, São Paulo", onde era prontamente atendido.

A chefia Steve Harris, um dos grandes nomes do heavy metal
(Fonte: Iron Maiden Brasil)


A seguir, outro clássico eterno do Maiden, "Phantom Of The Opera", do primeiro disco dos caras, com Adrian e Dave Murray fazendo aquela dobradinha de melodias nas guitarras e o chefão Steve Harris conduzindo as linhas de baixo.

The Trooper
(Fonte: Iron Maiden Brasil)


Muda o pano de fundo do palco. E eis que lá vem o vocalista Bruce Dickinson em sua tradicional roupa de soldado agitando a bandeira britânica para a execução de "The Trooper".

Bruce agitando a tradicional bandeira britânica
(Fonte: Iron Maiden Brasil)

Em seguida, Bruce solicitou aos presentes para que todos dessem dois passos para trás, para não esmagarem as pessoas que estavam próximas da grade do palco. Após o pedido atendido, o Iron Maiden mandou mais um de seus clássicos, "Wasted Years".

Adrian Smith e sua guitarra de dois braços
(Fonte: Iron Maiden Brasil)


A grande surpresa da noite foi a inclusão de "Rime Of The Ancient Mariner". A banda deu conta de interpretá-la em todos os seus quase 15 minutos com perfeição, considerando que trata-se de uma música bastante complexa, com variadas mudanças de andamento. Um de seus pontos altos foi Steve Harris no meio do palco encoberto pela iluminação azul durante o trecho mais progressivo e climático da música. Destaque também para Bruce Dickinson, que durante a parte instrumental fazia uma dança esquisita com uma roupa que fazia lembrar um albatroz ou um bruxo do mar. Pena os fogos de artifícios terem falhado por causa da chuva...

Bruce Dickinson e Steve Harris em "Rime Of The Ancient Mariner"
(Fonte: Iron Maiden Brasil)


Prosseguindo com grandes canções, tivemos nada menos que "Powerslave". O pano de fundo mudou para o tema da World Slavery Tour. Bruce surgiu de trás de piras de fogo que compunham o cenário vestindo uma máscara de sacerdote egípcio (tudo bem, parecia mais um pajé amazônico, mas isso não vem ao caso).

Bruce Dickinson trajado para "Powerslave"
(Fonte: Iron Maiden Brasil)

"Run To The Hills" veio para fazer os headbangers pularem novamente, seguida pela polêmica "Fear Of The Dark". Nos fóruns de discussão sobre a banda, muito se falava que essa música deveria ser cortada do set-list, por não fazer parte do período clássico no qual o repertório do show seria baseado. Ironicamente, porém, acabou sendo a música que mais levantou os presentes em Interlagos. Ninguém resistiu a fazer os seus "ôôô"s. Isso porque ninguém fazia questão dela no shows...

Dave Murray, Steve Harris e Adrian Smith fazendo o paredão sonoro do Maiden
(Fonte: Iron Maiden Brasil)

Para fechar a primeira parte do show, os clássicos "Hallowed Be Thy Name" e "Iron Maiden", está última contando com uma aparição do mascote Eddie em formato múmia, surgindo como uma esfinge ao abrir da parede da bateria. A banda agradeceu ao público e retirou-se do palco.

Guitarristas: Dave Murray e o performático Janick Gers
(Fonte: Iron Maiden Brasil)

Poucos minutos depois, o Iron Maiden retorna em grande estilo, em meio a fogos e tudo o mais para executar a polêmica "The Number Of The Beast". Em seguida, veio "The Evil That Men Do" (minha favorita). Nem preciso comentar que praticamente tive um orgasmo auditivo durante a execução dessa música. Como bônus, tivemos o Eddie em sua versão cyborg do Smoewhere In Time invadindo o palco empunhando uma pistola laser e apontando-a para o público do autódromo.

Eddie surgindo em grande estilo para "The Evil That Men Do"
(Fonte: Iron Maiden Brasil)

A música que infelizmente encerraria essa noite mágica foi "Sanctuary". No meio dela, a banda interrompeu sua execução para a apresentação dos seus integrantes. Steve Harris, um dos maiores nomes em seu instrumento, foi bastante ovacionado pelos presentes. Outro que foi bastante aplaudido foi o baterista Nicko McBrain, a quem a platéia dedicou o coro "Nicko! Nicko!". Para agradecer, ele e Bruce Dickinson fizeram uma dancinha desengonçada e pra lá de engraçada. Encerrada a música, a banda se despede definitivamente.

Parte 05 - Fuga de Interlagos

Ao final do show, o caos. Milhares de pessoas, cansadas e cheias de lama tinham a dura missão de alcançar o portão principal. Para sair era necessário percorrer de volta todo o longo circuito que foi feito alcançar o palco. Por algum motivo inexplicável, todas as saídas se afunilavam em um único portão. Eu ainda sacrifiquei minha visão da despedida da banda para poder ficar mais próximo da saída. Acabou o último acorde, utilizei o método "pernas-pra-que-te-quero" e acelerei até o portão.

As pessoas que ficaram para ver todos os momentos não tiveram a mesma sorte. Soube de pessoas que derrubaram as estruturas montadas pela organização para controlar o fluxo e de alguns mais exaltados que furaram as bexigas que a rádio Kiss FM (uma das patrocinadoras do evento) havia colocado por lá.

Alcançado o portão da saída, corri até o outro lado da avenida, peguei um táxi e fui direto para casa. Outros que demoraram a sair ainda pegaram um trânsito de nada menos que uma hora para sair da região do autódromo. Coitados! Mas se perguntar aos que foram se eles estariam dispostos a passar por todos esses problemas novamente para ver o Maiden, a resposta seria um enfático "SIM!".

11 de mar. de 2009

A Donzela de Ferro vem aí


Atenção, Brasil! Uma das bandas mais importantes da história do heavy metal, o Iron Maiden, está aportando em solo brasileiro para uma série de shows. Aqui em São Paulo, que é o que interessa, o show será dia 15 de março, no longínquo autódromo de Interlagos. Quem quiser saber mais um pouco sobre a história desta lendária banda, é só clicar aqui, porque eu não vou falar nada. Eu vou apenas dizer que ela conta com um dos maiores vocalistas da história do metal, Bruce Dickinson, a fantástica dupla de guitarristas formada por Adrian Smith e Dave Murray, que juntos fazem o diabo com as seis cordas, com muitas dobras em terças, solos e bases insanas (tem também o penetra do Janick Gers tocando guitarra, mas isso não interessa), o grande baterista Nicko McBrain e o dono da birosca, o baixista e ditador Steve Harris, com seu baixo galopante.

A maioria do pessoal só conhece Iron Maiden por causa da música "Fear Of The Dark", que nem é a melhor deles. Por isso, não existe oportunidade mais adequada do que a vinda da banda ao Brasil para que eu preste minha homenagem a essa lenda do heavy metal listando as dez melhores músicas do Iron Maiden.

Antes que venham me xingar, eu lembro que essa lista é extremamente pessoal e baseada única e exclusivamente no meu gosto pessoal. Quem tiver opiniões distintas pode se manifestar (educadamente, já que minha mãe não tem nada a ver com isso, aliás, ela nem conhece Iron Maiden) nos comentários ou postar seu próprio Top 10.

E a todos os que acham que o Iron é uma banda demonista, o que é totalmente infundado, recomendo que busquem ver as traduções das músicas para verificar a inteligência das letras, que abordam vários temas históricos e obras literárias e cinematográficas.

TOP 10 - Iron Maiden

10-) Man On The Edge - Álbum: X-Factor

Podem xingar, mas esta é uma das músicas mais bacanas do Iron Maiden, e não vou falar mal dela só porque não tem os vocais de Bruce Dickinson. Tem tudo o que os fãs gostam: as cavalgadas do baixo, velocidade, peso e um refrão marcante para sair cantando. A letra da música é baseada no filme Um Dia de Fúria (Falling Down em inglês, daí o refrão), com Michael Douglas.

9-) Iron Maiden - Álbum: Iron Maiden

A música que dá nome à banda e que fecha de maneira magistral o álbum de estréia. "Iron Maiden" é um petardo monstruoso dos primórdios da banda, contando com a presença de Dennis Straton nas guitarras e do inesquecível Paul Di'Anno nos vocais. Clássico!

8-) The Trooper - Álbum: Piece Of Mind

Baseado na carga suicida feita pela cavalaria inglesa contra o excército russo na guerra da Criméia, a abertura e a música como um todo tentam recriar o clima de um ataque da cavalaria com o baixo e a bateria caminhando juntas e em perfeita sincronia ao longo de toda a composição.

7-) Children Of The Damned - Álbum: The Number Of The Beast

Com a letra baseada no filme A Profecia, essa música tem aquele estilão clássico do Maiden. Começa com guitarras dedilhadas e bem lenta e soturna, e tem seus momentos acelerados mais para o final. Boatos informam que esta faixa tem grandes chance de ser executada no set-list aqui em Sampa.

6-) Caught Somewhere In Time - Álbum: Somewhere In Time

O álbum Somewhere In Time causou grande polêmica ao ser lançado lá pelos idos de 1986. O porquê eu ainda não sei, já que aqui estão algumas das melhores músicas da banda, como esta que ocupa a sexta posição.

5-) The Duellists - Álbum: Powerslave

Uma música com uma entrada monstro, melodia muito bem distribuída e um refrão monstro. O que mais podemos querer? Clássico absoluto que figura como uma das melhores músicas da banda a nunca serem tocadas em show.

4-) Aces High - Álbum: Powerslave

Aqui está uma das melhores introduções da história do metal, e esta música tem aberto todos os shows da atual turnê do Maiden. Após isso segue uma pancadaria descomunal, culminando em uma das mais pesadas músicas da banda.

3-) Afraid To Shoot Strangers - Álbum: Fear Of The Dark

Fear Of The Dark não é exatamente o melhor álbum da banda, mas essa música é simplesmente sensacional. A guitarra ao fundo é espetacular, assim como o interlúdio que antecede o refrão. Como de costume, fica mais rápida da metade pra frente.

2-) Powerslave - Álbum: Powerslave

Bruce Dickinson, como estudante de história, compôs uma das letras mais fantásticas da história, com uma temática egípcia que entremeia todo o álbum. O riff principal é avassalador e o solo construído por Dave e Adrian é de uma melodia sem par.

1-) The Evil That Man Do - Álbum: Seventh Son Of The Seventh Son

Minha favorita! Aquela música que eu espero ansiosamente que seja executada no show. Nem eu sei por que eu gosto tanto dela, mas mesmo assim é a minha favorita. Deve ser o baixo galopante junto com o estupendo vocal do Bruce Dickinson. Sei lá! Só sei que é a melhor e pronto!

Eis as minhas favoritas aí listadas. Agora é só aguardar a chegada da banda! UP THE IRONS!

14 de fev. de 2009

Opera House

Senhoras e senhores, Celes Chere!


Existe uma facção dentre os jogadores de videogames que apreciam jogos de RPG. E dentro desta facção, são raros os que não manifestam sua predileção pela série de jogos Final Fantasy. Desde os primeiros jogos para o Nintendinho, passando pelo Super Nintendo e chegando aos mais avançados videogames da atualidade, Final Fantasy encantou gerações de jogadores com seus enredos emocionantes que vão além da luta de um grupo de guerreiros contra o mal, repletos de temas que são comuns à maioria dos seres humanos: depressão, busca incessante por poder, o amor entre duas pessoas e muito mais.

E dentre todos os games da série Final Fantasy, existe um certo consenso que Final Fantasy VI é o que melhor sintetiza esses elementos. Com alguns dos personagens e cenas mais inesquecíveis da história do videogame, Final Fantasy VI permanece um marco que ainda não foi igualado por nenhum outro jogo, mesmo nesses tempos de mais tecnologia e maior desenvolvimento em todas as técnicas gráficas.


A maior cena da história dos videogames

Um dia falarei em detalhes sobre este magnífico jogo. Neste post eu quero citar a minha cena favorita deste Final Fantasy VI (que, por sinal, tem uma trilha sonora que também é considerada a melhor da história dos jogos), a cena da Opera House em Jidoor.

Uma das personagens, a general Celes Chere, uma garota de 18 anos que teve seu corpo infundido com magias e que a princípio lutava ao lado do Império de Gesthal, mas, conforme foi tomando consciência das atitudes malignas de seu superior, resolveu abandonar tudo. Sendo encontrada e capturada como traidora, ela é salva por Locke, um ladrão (ou caçador de tesouros, como ele se auto-define), por quem desenvolveria um profundo sentimento.

Em um dos momentos do jogo, Celes deve substituir a cantora de ópera Maria (que não aparece no jogo, apenas é mencionada sua semelhança com Celes), que está sendo ameaçada de ser seqüestrada por Setzer, o dono da única Airship existente no mundo, e que nutre uma paixão pela cantora. Assim, Celes sobe ao palco para interpretar "Aria di Mezzo Carattere", e o faz magnificamente.

"Aria de Mezzo Carattere" foi a primeira música cantada composta para um jogo de Final Fantasy pelo genial Nobuo Uematsu. Para que não sabe, ária é uma canção de uma ópera cantada por mulheres. Segundo meu irmão, que manja de italiano, "mezzo carattere" seria algo como "natureza dividida", mas para ter certeza eu consultei o site Final Fantasy Brasil (afinal, não posso passar informações imprecisas aos leitores). Fazia parte da ópera "The Dream Oath: Maria and Draco".

Trata-se, na verdade, da história de uma mulher chamada Maria, que está sendo forçada a se casar com outro homem, enquanto vive o drama de esperar o amor de sua vida, Draco, que se perdeu na guerra. Celes canta não apenas a história de Maria como seu próprio drama pessoal, de querer lutar pelo seu grande amor e para viver seus sonhos intensamente.

Infelizmente, a tecnologia do videogame da época, o Super Nintendo, não permitia reproduzir uma canção de maneira fiel, de modo que foi utilizado o formato de som SPC 700 (não, ainda não existia MP3), que deixa as músicas com um som semelhante a MIDI. Mesmo assim, o resultado foi surpreendentemente positivo, marcando muitos fãs da série.

A quem se interessar, temos abaixo o tema da ópera cantada em italiano, tirada do projeta Games In Concert, que consistem em apresentar ao vivo músicas de jogos.


Amor mio, caro bene,
Perché vai lontan da me?
Giurasti un amor, che mai non dovea
Ver fine per noi.

Nei momenti di tristezza
Nei momenti di dolor,
A te, mia stella, penso
Con infinito ardore.

Un legame senza speme
P erché mai dovrei aver?
Che cosa tu vuoi ch'io faccia oramai,
Mi devi dire tu.

Ti ringrazio, caro bene,
mor mio, vita mia,
Al grave doler, al buio timor
Che il cuore mi turbò,

Dolcemente, con amore
Hai risposto al mio griddar,
Per sempre ognor, per sempre ognor,
Qui a me, t'attenderò.

8 de fev. de 2009

O dia em que o Picasso sumiu


O Picasso que sumiu

No dia 20 de dezembro de 2008, uma notícia abalou o mundo das expressões de duplo sentido. O MASP foi arrombado (ui!) por ladrões que furtaram duas grandes obras de arte, "O Lavrador de Café", de Cândido Portinari, e "Retrato de Suzanne Bloch", de Picasso. Foi um escândalo! Como assim? Como conseguiram levar o Picasso sem chamar a atenção? Por que o Picasso estava tão à mostra? Por que o MASP não tomou as medidas necessárias para proteger o Picasso? Segundo a polícia, toda a ação para tirar o Picasso levou menos que 3 minutos.

O mais chocante nesse caso é que não foi a primeira tentativa. Já haviam sido feitas outras manobras para pegar o Picasso, mas na hora H os ladrões não conseguiram e fugiram sem ter o Picasso nas mãos. Como é possível que eles tenham chegado tão perto do Picasso assim tantas vezes?

Porém, a história teve um final feliz, já que o Picasso (avaliado em US$ 50 milhões de dólares) foi recuperado pela polícia, com a moldura original intacta. Um dos ladrões tratou de ficar o tempo todo com o Picasso em sua casa, localizada em Ferraz de Vasconcelos, guardado bem no fundo. O Picasso seria vendido por um valor próximo de R$ 5 milhões, muito abaixo do seu real valor. A justiça condenou os acusados a penas variando entre 3 e 9 anos de reclusão.

E você, leitor, acha que foi justo? Manifeste sua opinião em nossos comentários. Qual é a pena que deveria ser aplicada a quem rouba um Picasso? Como você se sentiria se tirassem o seu Picasso? Você compraria um Picasso roubado? Com a palavra, a Justiça.

7 de fev. de 2009

O maior evento da Terra


Os americanos sabem mesmo como realizar um evento de grande porte. E o evento mais esperado por aquelas bandas é o Superbowl, ou seja, a final da NFL, a liga americana de futebol americano, o esporte mais popular daquele país. Para ter uma idéia da grandiosidade, das dez maiores audiências da história da televisão americana, todas são partidas do Superbowl. O intervalo comercial de 30 segundos tem um preço estimado entre 2,5 e 3 milhões de dólares.

No dia 01 de fevereiro aconteceu o Superbowl XLIII (43, para os que faltaram nas aulas de matemática sobre algarismos romanos) na cidade de Tampa Bay. De um lado, o campeão da AFC, o Pittsburgh Steelers, com uma das melhores defesas da NFL, comandado pelo quarterback Ben Roethlisberger (vai ter nome complicado assim lá em Tampa) no ataque. Do outro, um estreante que nunca havia chegado à uma final de Superbowl, o Arizona Cardinals, com seu ataque fulminante composto pelo veterano quarterback Kurt Warner e, talvez, o melhor wide-receiver da NFL, Larry Fitzgerald.

Estádio Raymond James lotado para o Superbowl XLIII
(fonte: Sports Illustrated)

Para nós, brasileiros, também foi um evento histórico, pois, pela primeira vez, a ESPN Brasil enviou uma equipe brasileira para uma cobertura ao vivo in loco, resultado direto do aumento de fãs deste esporte aqui no Brasil. Everaldo Marques (narração), Paulo Antunes (comentários) e André Kfouri (reportagens) simplesmente fizeram uma transmissão excelente. O blog sobre o jogo registrou mais de 12 mil comentários.

A super-equipe da ESPN: André Kfouri,
Everaldo Marques e Paulo Antunes

Mas o Superbowl não é apenas uma final de campeonato, é um espetáculo desde o princípio até o final. Dentre outras coisas, tivemos uma homenagem ao piloto Chesley Sullenberger, que conseguiu pousar um Airbus 320 no rio Hudson em New York, e toda a sua tripulação, salvando assim a vida de todos os 155 passageiros que estavam a bordo nesse vôo. Tivemos também a apresentação da banda marcial, uma tradição dos jogos universitários de futebol americano. e a cantora Faith Hill interpretando "America The Beautiful". E por fim, mostrando o quanto são patrióticos, Jennifer Hudson cantou magistralmente o hino americano (e aqui no Brasil colocam Gal Costa pra cantar... humpf), cujo final teve um vôo da esquadrilha da fumaça sobre o estádio.

Willie Parker corre para o primeiro TD do jogo
(fonte: Sports Illustrated)

A torcida era amplamente favorável ao Pittsburgh, já que a maior parte das arquibancadas era dominada pelas toalhas terríveeis (terrible towels). Até o presidente Barrack Obama apostava numa vitória dos Steelers.

Dito isso, vamos ao jogo. Após a devolução de bola dos Cardinals, os Steelers tiveram a primeira campanha de ataque do jogo. Comandado por Ben Roethlisberger (Big Ben), foram nada menos que quatro first down seguidos para o ataque dos Steelers, que ficaram próximos de um touchdown. O próprio quarterback correu para a end zone do Cardinals para marcar os primeiros seis pontos do jogo, mas o TD foi anulado após um desafio à decisão da arbitragem feito por Ken Wisenhunt, técnico do time de Arizona. Ao final dessa campanha, o Steelers ficou com apenas 3 pontos de um field goal.

Os Cardinals bem que tentaram fazer prevalecer o seu ataque, mas foram parados pela forte defesa dos Steelers, que deixou o ataque em ótima posição para marcar o touchdown, o que aconteceu de fato no início segundo quarto. Variando entre Hines Ward e Santoni Holmes, Big Ben ajudou o time a abrir 10 a 0 contra os Cardinals. A partir daí, parecia que o jogo estava definido.

Anquan Boldin coloca os Cardinals na cara do gol
(fonte: Sports Illustrated)

Eis que o time de Arizona finalmente descobriu que estava jogando um Superbowl e resolveu acordar. Kurt Warner achou Acquain Bold livre parar correr até a linha das 5 jardas, contribuindo para o touchdown que aconteceria no lance seguinte com uma recepção de Ben Patrick. Com um bom momento no jogo, os Cardinals pararam o ataque do Steelers e conseguiram um ótimo retorno de mais de 30 jardas de Steve Breaston.

Ben Patrick recebe para o primeiro touchdown do Arizona
(fonte: Sports Illustrated)

James Harrison, o jogador defensivo do ano, intercepta um passe
de Kurt Warner
(fonte: Sports Illustrated)

Quando já estava batendo na porta da end zone dos Steelers, Kurt Warner teve seu passe interceptado por James Harisson – o Defensive Player Of The Year –, que, em meio a tropeços, correu incríveis 100 jardas (praticamente o campo todo), retornando para touchdown. Isso aconteceu faltando menos de 30 segundos para o final do quarto. Uma das jogadas mais sensacionais de toda a história do Superbowl. Final da primeira metade do jogo. Steelers vencendo por 17 a 7. Seria o fim do sonho dos Cardinals?

A fantástica corrida de Harrison para o touchdown no final do
segundo quarto
(fonte: Sports Illustrated)

Segundo a tradição, sempre tem um show de grande porte no intervalo do Superbowl. O escolhido para esse ano não poderia ter sido melhor: Bruce Springsteen (aqui no Brasil sem dúvida iam chamar Babado Novo, argh!), também conhecido como The Boss, um dos artistas mais queridos pelo público norte-americano (um dos meus favoritos também), acompanhado pela lendária E-Street Band. Antes do jogo especulava-se qual seriam as quatro músicas que ele tocaria, uma vez que, por contrato, elas não poderiam ser divulgadas antecipadamente. Foram divulgados quatro listas diferentes de repertório para que não vazasse. Eram grandes as apostas de que "Glory Days" seria uma delas. O palco foi montado ao centro do gramado do estádio Raymond James em incríveis 8 minutos (isso mesmo, foi montado na hora), e os felizardos com ingresso VIP puderam descer ao gramado para assistir de perto.

O show do intervalo, Mr. Bruce Springsteen
(fonte: Sports Illustrated)

Mostrando uma grande presença de palco, Bruce Springsteen levou à loucura os presentes ao Raymond James. Ele subia no piano, andava pra lá e pra cá na passarela cumprimentando e apertando as mãos de todo mundo. A primeira música foi "Tenth-Avenue Freeze Out", do álbum Born To Run, seguida pela faixa-título do mesmo álbum. Dois clássicos absolutos na sequência. Em seguida, como estava lançando um álbum novo, The Boss apresentou uma música desse novo trabalho, chamada "Working On A Dream", que ele tocou inclusive na posse do presidente Barrack Obama, com direto a um coral gospel composto por vários jovens no refrão. E para finalizar, a música que todos esperavam. "Glory Days" fez o Raymond James vir abaixo. Bruce ainda se permitiu uma licença poética, homenageando a final do Superbowl ao alterar a letra da música, cantando "I had a friend was a big football player" ao invés de "I had a friend was a big baseball player". Um grande encerramento para 12 minutos (um pouquinho mais, vai) de apresentação. O palco desmontado de modo eficiente e as pessoas retornaram ordenadamente para as arquibancadas, enquanto o gramado permanecia perfeito.

"The Boss" Bruce Springsteen destruindo tudo no intervalo
(fonte: Sports Illustrated)

Terceiro quarto de jogo, os Cardinals bem que tentam encaixar suas jogadas ofensivas, mas cometem uma quantidade absurda de faltas, dando várias jardas de graça para os Steelers. Por algum milagre divino, a equipe de Pittsburgh conseguiu apenas três pontos, com um field goal de 21 jardas batido por Jeff Road. A vantagem aumentava para 20 a 7. Mas os últimos 15 minutos de jogo trariam emoções que o mais fanático torcedor de futebol americano poderia imaginar.

Larry Fitzgerald faz uma recepção monstro para seu
primeiro touchdown
(fonte: Sports Illustrated)

No último quarto, Kurt Warner mostrou que não veio a campo para ser coadjuvante, e do alto de seus 37 anos comandou uma virada sensacional dos Cardinals. Logo de cara, aproveitando o jogo corrido de Edgerrin James, ele coloca o time na porta da end zone dos Steelers. O touchdown veio a seguir, com um chuveirinho para James Fitzgerald dentro da end-zone, diminuindo a vantagem dos Steelers para 20 a 14.

Larry Fitzgerald corre pelo meio para virar o jogo para os Cardinals
(fonte: Sports Illustrated)

Depois, tivemos um punt incrível, que deixou a bola na marca de uma jarda da end zone do Pittsburgh. Big Ben consegue uma jogada sensacional para Santonio Holmes para tirar os Steelers do buraco, mas seu esforço foi em vão, porque a linha ofensiva do time cometeu uma uma falta dentro da própria end zone. Safety a favor dos Cardinals, que ganharam dois pontos e a posse de bola. Larry Fitzgerald recebe um passe de 64 jardas de Kurt Warner e avança pelo meio do campo. A defesa bem que tentou chegar, mas era tarde demais. Os Cardinals conseguiram virar o jogo para 23 a 20, faltando pouco menos de três minutos para o final. Quem foi o animal que deixou ele desmarcado nesse momento do jogo?

Big Ben tirando coelho da cartola para fazer seus passes
(fonte: Sports Illustrated)

Parecia que teríamos uma grande zebra nesse ano de Superbowl. Mas o Steelers ainda contavam com Big Ben para fazer mais um milagre. Ele encontrou Santonio Holmes livre para correr 40 jardas e deixar o time a cinco jardas de um touchdown. Big Ben fez uma jogada fantástica para Santonio Holmes, que conseguiu a façanha de deixar a bola passar pelo meio de suas mãos mesmo estando livre. Mas na seguinte, Big Ben arrumou um passe alto para o mesmo Santonio Holmes no canto da end zone, quase saindo do campo, fazendo a bola passar por cima de três defensores. Touchdown marcado e o Steelers volta a liderar. Restando ainda 35 segundos para tentar alguma coisa, o Arizona Cardinals não conseguiu fazer mais nada.

Santonio Holmes dessa vez não deixa a bola escapar
(fonte: Sports Illustrated)

Final de uma das partidas mais emocionantes da história do Superbowl. O Pittsburgh Steelers, para alegria de seus fanáticos torcedores, era o campeão do Superbowl XLIII, que teve uma audiência de nada menos que 97 milhões de espectadores apenas nos Estados Unidos, e reina absoluto como o maior vencedor, com nada menos que seis títulos de campeonato.

Big Ben levanta o troféu! O Pittsburgh é campeão mais uma vez
(fonte: Sports Illustrated)

Irmãos gêmeos


Leitores e leitoras deste blog, estamos diante de uma notícia bomba. Descobrimos que o André, também conhecido popularmente como Burro, é o irmão mais novo e menos drogado de James Hetfield, guitarrista e vocalista do Metallica. A semelhança é assustadora, conforme pode ser verificado na foto. Reparem em detalhes como o cabelo, a cor dos olhos, as orelhas e até mesmo o penteado. Está certo que o André é mais rosado, mas o James deve estar mais pálido por causa da utilização intensiva de drogas nos últimos anos.

O talento musical de ambos é o mesmo (coisa de família), embora em instrumentos diferentes. André dedica-se aos teclados, ao passo que James tira acordes e bases poderosas de suas guitarras.

Aproveitando o ensejo, estamos lançando a campanha Burro Of Love, na qual vamos selecionar uma garota para ser a namorada do André. Você, mulher, que tem mais de dezoito anos, um mínimo de inteligência e pouca futilidade pode participar dessa campanha. Envie um e-mail com seu currículo juntamente com duas fotos – uma de rosto e outra de corpo inteiro, preferencialmente com pouca roupa para facilitar a análise do material – para o e-mail norecesso@gmail.com. As melhores selecionadas poderão entrar em contato pessoalmente com o Burro. Detalhe importante: se for feia não precisa nem mandar a foto, porque nosso anti-vírus está preparado para esses trojans bizarros.

Música? Quem liga?

Finalmente chegamos ao décimo post deste blog, uma marca história que será comemorada com uma lista. Não será qualquer lista, e sim um ranking das 10 cantoras mais gostosas da atualidade. Eu sei que ficar fazendo essas listas é coisa de quem não tem assunto e nem criatividade, mas estou pouco me lixando.

Antes de irmos ao nosso Top 10 especificamente, vou explicar os critérios (eu poderia dizer que é porque eu quero e pronto, mas isso seria meio ditatorial). O ranking será composto somente por cantoras internacionais – não teria graça fazer um de cantoras brasileiras porque só teriam duas, Ivete Sangalo e Paula Toller.

Primeiro critéiro: Para estar nesta seleta lista, escolhi só cantoras que atuam em carreira solo;

Segundo critério: obrigatoriamente deve ser bonita;

Terceiro critério: tem que ter pelo menos UMA música que eu ache bacana. Sorry, Mariah Carey, Britney, Beyoncé, Jessica Simpson, J-Lo... quem sabe o dia em que vocês fizerem alguma música decente.

Assim, eu montei o seguinte ranking, seguindo unicamente o meu gosto pessoal, porque eu sou o dono dessa budega. Vamos admirar essas maravilhas da música que, mesmo que não cantassem nada, ainda assim seriam objeto de admiração.

10 - Katy Perry

Essa maravilhosa cantora e compositora (por assim dizer) tomou de assalto as paradas mundiais com a música "I Kissed A Girl", onde obviamente fala sobre uma garota heterossexual que pela primeira vez beija uma garota. Segundo ela, a inspiração veio de uma brincadeira com seu ex-namorado, Travis McCoy, onde Katy disse que se Scarlett Johansson lhe pedisse um beijo ela o daria com gosto (até eu que sou mais bobo daria). Acompanha a música um videoclipe com nossa bela cantora com uma mini-saia.

Recentemente ela se envolveu em uma polêmica ao afirmar que era a "versão mais magra da Lily Allen e mais gorda de Amy Winehouse", e levou uma trauletada de volta da cantora inglesa. Só podemos afirmar que é uma versão muito mais gostosa da Lily Allen.

9 - Fergie


Em nono lugar, temos a nossa fergielicious Stacy Ann Ferguson. Se você está se perguntando "Quem?", é a cantora Fergie, que carrega sua bem-sucedida carreira solo junto ao seu trabalho como vocalista no Black Eyed Peas. Além de várias músicas nas paradas, ela passou a frequentar as listas de personalidades mais sexy do mundo ao mostrar seus "humps" em diversos videoclipes. Curiosamente, ela se mostra mais deslumbrante na balada "Big Girls Don't Cry", que é onde ela menos rebola. Façamos votos de que ela permaneça mais tempo na carreira solo, porque no Black Eyed Peas ela parece uma meretriz cercada por três cafetões.

8 - Nelly Furtado

Cantora canadense descendente de portugueses, Nelly furtado apareceu cultivando a imagem de boa menina ao lançar seu disco de estréia Whoa, Nelly!. Com músicas como "I'm Like A Bird" e "Turn Off The Lights". No segundo álbum, Floklore (que eu considero o melhor dela), ela demonstrou suas raízes portuguesas nas composições e sabe-se lá se por influência de drogas, gravou uma das faixas com o mala Caetano Veloso. Porém, ela voltou pras cabeças das paradas com o disco Loose, que marca seu flerte com músicas mais pop, carregadas com ritmos eletrônicos e influências do produtor e cantor (???) Timbaland. Descartável? Que nada! Nesse disco é a melhor fase dela, porque nele Nelly resolveu fazer videoclipes mais sexys, com roupas mais curtas e sacudir os seus "humps" na tela (isso é, até onde uma canadense consegue se sacudir sem parecer ridícula).


7 - Duffy


Eu me surpreendi positivamente com essa loiríssima cantora galesa de olhos verdes. Além de ter uma voz potente (bem potente, diga-se de passagem) e ser um deslumbre visualmente, Aimeé Ann Duffy trouxe consigo grandes músicas para as paradas britânicas, como "Mercy", "Warwick Avenue" e "Rain On Your Parade". Nesse último, temos nossa galesinha trajando uma mini-saia preta. Que venha para ficar e chova em nossas paradas!


6 - Kylie Minogue
A única australiana de nossa lista, Kylie Minogue despontou nos anos 80 fazendo o estilo garotinha inocente e depois, nos anos 90, explorando uma imagem mais sexy. Viva os anos 90! Por motivos que até hoje não consigo compreender, ela nunca conseguiu repetir nos Estados Unidos o sucesso que faz na Europa e na sua Austrália natal. Acredite se quiser, ela já está com 40 anos, mas continua com aquele jeitinho de menininha do início da carreira.



5 - Jewel



A jóia do Alasca sobreviveu em meio a uma infância difícil, tendo que lidar com a pobreza e com a dislexia, entre outras coisas. Conseguiu gravar em 1995 seu álbum de estréia, Pieces Of You, que vendeu menos de 500 cópias por semana. Além disso, as rádios recusavam suas músicas e os críticos tiravam sarro dela dizendo que seu som era ultrapassado. Mas ela se superou e, muito por seu esforço, o álbum chegou na casa das 11 milhões de cópias vendidas. Para mostrar que as mais belas flores podem crescer mesmo em lugares inóspitos, ela ganha nosso quinto lugar.

4 - Alicia Keys

Considerada uma das melhores cantoras da atual geração, Alicia J. Augello Cook, tornou-se mundialmente conhecida como Alicia Keys lançando com apenas 20 anos de idade o álbum Songs In A Minor em 2001. Com músicas baseadas na soul music dos anos 70, especialmente o grande Marvin Gaye, e também influenciadas pelo hip-hop, músicas como "Fallin'" e "Gangsta Lovin'" dominaram as paradas de sucesso e tiveram excelente aceitação da crítica especializada, mostrando que não era apenas mais um rostinho bonito no mundo musical. Ela está escandalosamente deslumbrante no video de "Teenage Love Affair", tirada de seu mais recente álbum, As I Am.

3 - Shakira

A representante latina de nosso ranking, Shakira dispensa comentários. Ela arrebenta corações desde sua fase mais comportada, em que fazia músicas Pop com alguma influência de rock, até sua fase atual, com decotes, caras e danças sensuais, roupas curtas e muito rebolado. Defeito? Bem, ela namora um argentino. Fazer o que, ninguém é perfeito.


2 - Susanna Hoffs



Antes que comecem a protestar, eu sei que atualmente a Susanna Hoffs não está mais em carreira solo, pois o The Bangles retomou as atividades faz um tempinho. Mas quem se importa? Eu simplesmente não posso deixar de inclui-la em qualquer ranking do gênero que eu faça. Mas sim, ela passou praticamente a década de 90 inteira em carreira solo, por isso a presença dela não contraria os critérios pré-estabelecidos. A música que ela faz em carreira solo não é lá aquelas coisas, apesar de eu gostar de "Unconditional Love". Muito melhor a fase do The Bangles. Aliás, impressiona o quanto ela continua bonita. Ou melhor, o quanto ela continua ficando bonita. Como vinho, Susanna Hoffs envelhece cada vez melhor.

1 - Joss Stone



A TOP! A melhor! A campeã! A mais maravilhosa dentre todas as cantoras da atualidade! Essa maravilhosa inglesinha nascida na cidade de Dover dispensa apresentações. Com sua voz poderosa, ela arrasa em suas músicas baseadas na música negra americana dos anos 60 e 70. Como uma autêntica camaleoa, ela reinventa seu visual, e eu já perdi a conta de quantas vezes ela já mudou a cor do cabelo. Outra mania dela é subir aos palcos e fazer seus shows descalça. Pode escolher qualquer clipe dela pra assistir. Ela arrasa em todos.

31 de jan. de 2009

Não vá se perder por aí...


Cabra perdida... vamos fazer segundo a tradição


Estou transcrevendo aqui essa piada sensacional que consta no site Charges.com.br:

"Um famoso repórter de televisão estava em Usbequistão, no meio de uma grande reportagem que falava sobre os costumes do local. De repente ele se deparou com um velhinho e logo começou a entrevistá-lo:

- O senhor poderia me contar um fato de sua vida que jamais tenha se esquecido?

O velho homem sorri e começa a contar a história:

- Um dia, há muito tempo atrás, minha cabra se perdeu na montanha. Como manda a nossa tradição, todos os homens da cidade se reuniram para beber e sair à procura da cabra. Quando finalmente a encontramos, já de madrugada, bebemos mais uma dose e, como de costume, todos transaram com a cabra, um por um. Foi uma cena inesquecível...

O jornalista se assusta com a história e diz, todo sem jeito:

- Meu senhor, sinto em lhe dizer que a emissora dificilmente levará ao ar essa declaração, então eu sugiro que o senhor conte uma outra história... Quem sabe se o senhor nos contasse uma história bem feliz...

O velho sorriu e disse:

- Ok, também já vivi uma história muito feliz!

O repórter sorri, aliviado e o velho homem começa a contar a história:

- Um dia, a mulher do meu vizinho se perdeu na montanha. Como é a tradição, todos os homens da cidade se reuniram para beber e sair à procura da mulher. Quando finalmente a encontramos, bebemos mais uma dose e, como de costume, todos os homens da cidade transaram com a boazuda. Foi a maior diversão da minha vida!

Então o jornalista, decepcionado, mas sem desistir, perguntou ao velho homem:

- Ok, vamos tentar mais uma vez: Será que o senhor não poderia nos contar uma história bem triste?

Então o velho homem baixou a cabeça e, com os olhos cheios de lágrimas, começou:

- Um dia, eu me perdi na montanha..."

Por isso, desde já estamos advertindo a todos aqueles que são fãs do montanhismo que tenham extremo cuidado para não se perderem em seus passeios, pois do contrário seremos obrigados a montar uma equipe de busca, conforme a tradição.

EM TEMPO

Gostaria de me desculpar com os (poucos, raros, corajosos) leitores pelo hiato registrado desde o nosso último post, na longínqua data de 11/01/2009, causado por motivos alheios à vontade deste autor (garanto que a momentânea interrupção das atividades não tem nenhuma relação com excursões a montanhas), o que gerou uma quantidade infindável (duas) de protestos. Aproveito para agradecer a todos que por algum motivo (penitência, caduco, tendências suicidas) acompanham este blog.

11 de jan. de 2009

As nuvens são tão legais

Que problemático

Toda criança que se preze (e alguns adultos que ainda agem como tal, como eu) conhecem o anime Naruto, que tem um protagonista que é tão inteligente quanto uma ex-participante de Big Brother. Acho que trata-se de um dos animes com a maior quantidade de personagens do qual em me lembre, alguns deles muito chatos (alguém falou no Sasuke?), mas mesmo assim tenho que prestar a justa homenagem a um dos meus favoritos, meu ídolo maior, Nara Shikamaru.

Ele tem um dos penteados mais feios do desenho todo e acho que se trata do cara mais despreocupado que eu já vi. Ele não quer saber de nada. Ou melhor, ele não quer saber de enchição de saco. O passatempo predileto dele é ficar deitado o dia inteiro olhando para as nuvens. Dessa situação vem uma das frases mais utilizadas por ele, "As nuvens são tão legais" (aliás, ele tem várias frases de efeito). Além disso, é preguiçoso até a alma. Não é adepto de nenhuma atividade que demande qualquer esforço físico. Aliás, costuma ir mal nas provas da escola porque acha que escrever dá muito trabalho.

Apesar disso, trata-se de uma criatura de extrema inteligência, com um QI de mais de 200 (aproveito para questionar a eficiência do método de medição utilizado pelo Asuma para determinar esse valor) e, por incrível que pareça, capaz de analisar todas as alternativas de uma batalha e criar grandes estratégias de combate, conseguindo inclusive reverter situações adversas contra oponentes normalmente mais poderosos que ele.

Falando em batalha, ele tem algumas das técnicas mais legais do anime, valendo-se dos mais diversos tipos de manipulação de sombras para atingir o inimigo. Em todas ele estende a sombra. A melhor de todas é o Kage Mane No Jutsu (para quem não é muito adepto do idioma japonês, Técnica de Imitação de Sombras), que paralisa o oponente e faz com que ele repita os mesmos movimentos que o Shikamaru faz — sim, já pensei em maneiras mais pervertidas de utilizar essa técnica.

No campo afeitvo, seu conceito sobre as mulheres ("As mulheres são tão problemáticas") não o impede de tentar dar em cima da Temari, apesar de suas cantadas não serem exatamente aquelas que fariam sucesso numa balada. Mesmo assim, os fãs torcem pelo suposto relacionamento e ficam inventando fan fics sobre isso, algumas inclusive com cunho erótico.

Para fechar, sua frase mais clássica é "Que problemático...", que lamentavelmente acabou me influenciando. Agora, o vocábulo problemático tornou-se recorrente em meu vocabulário. Melhor eu parar de assistir animes por algum tempo antes que eu comece a falar como, vejamos, o Sasuke.

Top 5 - Frases Shikamaru

1-) Que problemático!
2-) As nuvens são tão legais
3-) Dormir faz parte do treinamento
4-) Que saco!
5-) Não que eu não goste das coisas, eu só não as quero fazer